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abril 02, 2011

Monção




"O meu amado desceu ao seu jardim
aos canteiros de bálsamo, para se
alimentar nos jardins e para colher
os lírios.
Eu sou do meu amado, e o meu amado
... é meu; ele se alimenta entre os lírios."
(Cantares 6:2-3)



Senhor
chamas-me jardim
sendo eu deserto árido?

Tu és soberano
permite que em Ti os meus lírios
saciem a sede de que padecem
o canteiro brotará odores coloridos
será renovo ao som das águas
tempo de monção anunciada virá
e dás o fôlego de amor
trazendo-me à vida

chamas-me pelo nome
que me deste e me acolhes
à Tua formosura
o amanhã esse, é somente Teu
os canteiros de lírios
de que Tu te alimentas
estão ansiando por Ti
então sei, é tempo de nova colheita

Tu és meu, eu sou tua.


(Naf)

 (02/04/2011)

abril 01, 2011

A gravata


A gravata dantes era
marca de poder e bom gosto
hoje se associa ao
descrédito
do que faz dela seu posto
doutor da lei
Da carne
Ou do nada
não terá ele uma gravata guardada?
Dela estão cheios os roupeiros
anti-traças à direita
E à esquerda naftalina
Ao centro
e também no parlamento
deputados sem gravata
é coisa inadmissível
assim se distinguem os bons políticos
é claro!
Agora,
Agora Já ninguém usa gravata!
os nós de forca bem apertados
fazem as delícias de criativos inspirados
amarrado ele é sem saber
às modas e tendências
e o designer endinheirado vende
acessório de luxo ou não
Dela se faz colecção
mas qual é o teu fado
se não souberes dizer: Não!

Já não se usa gravata! Pois não?
(um tipo rico a pensar que é dono do mundo, ridículo).

(Naf)
01/04/2011